Os recursos naturais não são infinitos

Water Lily

Image by Ric e Ette via Flickr

Buracos na camada de ozônio, aquecimento planetário devido ao efeito estufa, mudanças climáticas, diminuição da biodiversidade, agrotóxicos e poluição são alguns dos problemas que ameaçam o meio ambiente no Planeta Terra. Atualmente, os recursos estão-se reduzindo significativamente por causa da ação do homem e uso de produtos ilegais criados por ele mesmo. Há cinqüenta anos, tratava-se desse assunto como se fosse algo distante, hoje, ele já é uma realidade.

Nesse contexto, observa-se o fortalecimento da consciência ambiental na humanidade diante das conseqüências diretas da ação do homem no meio ambiente. Na qual não se podem negar mais o problema, pois ele é percebido e presenciado, diariamente, na vida das pessoas. Se negar o problema, o homem destruirá o planeta, que no mínimo, já está comprometido pelo comportamento humano.

É um fenômeno global: sindicatos, ambientalistas e consumidores se organizam e ampliam sua vigilância; as leis tornam-se mais rígidas e melhor fiscalizadas; a mídia começa a se interessar pela ética empresarial (SCHARF, 2004). Além disso, a população mundial cresce cada vez mais e consome além do que o Planeta é capaz de repor.

Segundo Moura (2004), os recursos naturais não são infinitos e observa-se sua escassez progressiva, inclusive de água em algumas regiões da Terra. Não somente nos países pobres e emergentes, mas também em regiões ricas. O mau uso dos recursos naturais, excesso de resíduos, hábitos de consumo excessivo e maléficos, agressão ao meio ambiente, sem dúvida nenhuma, esses são problemas que o marketing ambiental visa solucionar. Ou seja, o trabalho de gestão ambiental transforma as necessidades ecológicas em oportunidades mercadológicas rentáveis.

A proteção ambiental deslocou-se uma vez mais, deixando de ser uma função exclusiva de proteção para tornar-se também uma função da administração. Contemplada da estrutura organizacional e interferindo no planejamento estratégico, passou a ser uma atividade importante na empresa, seja no desenvolvimento das atividades de rotina, seja na discussão dos cenários alternativos, e a conseqüente análise de sua evolução acabou gerando políticas, metas e plano de ação. (De Andrade, 2002, p. 8)

Segundo a reportagem da revista Veja (2009), de roupinhas orgânicas a mamadeiras de vidro e fraldas de pano, esse comércio específico alavancou em 25% as vendas de artigos para crianças nos Estados Unidos nos últimos quatro anos. No Brasil esse movimento já surge com força. No ano passado, o consumo de produtos “verdes” para os pequenos nos primeiros anos de vida teve crescimento de até 140%.

Atualmente, os grandes varejistas visam grande redução de preço ao consumidor e, como se sabe, os chamados produtos ambientalmente responsáveis são mais caros.

Karina Barcelos


Bibliografia:

MOURA, Luiz Antônio Abdalla de. Qualidade e Gestão Ambiental. São Paulo, 2004.

SHARF, Regina. Manual de negócios sustentáveis. Editora: Amigos da Terra, 2004.

BUCHALA, Anna Paula. Ecobebês: há um filão do mercado de produtos infantis que não para de crescer – é o dos equipamentos e acessórios ditos ecologicamente corretos. Ou que, ao menos, sinalizam um retorno a métodos de cuidados mais simples e naturais com o bebê. Veja, São Paulo: Abril, Edição 2106, ano 42, número 13, p. 110-112, abril de 2009.