CARACTERÍSTICAS DA PARTE SUPERIOR (DA COBERTURA OU DO DUPLEX OU TRIPLEX)

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Introdução

O atual processo de verticalização da cidade de Porto Alegre proporciona uma grande quantidade de ofertas e o corretor de imóveis deve estar atento às várias tipologias e tecnologias existentes para atender os desejos e necessidades do nicho do mercado alvo.

Há cinquenta anos, tratava-se dos assuntos sustentabilidade e acessibilidade como se fosse algo distante e não viável. Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil é o panorama. E aqui as obras urbanas estão em constante crescimento. Em frente a essa realidade acredita-se na forte oportunidade de mercado dos imóveis conceituados verdes e acessíveis.

Aqui nesse compêndio de identificação e preenchimento da ficha, apresentam-se os principais tipos e as principais características dos imóveis específicos: apartamento tipo, cobertura, duplex e triplex. Nessa realidade, verifica-se a importância de enfatizar que as características desses imóveis que podem sofrer alterações. Mas principalmente vir acrescentar algumas ideias novas, talvez outro ponto de vista ou até mesmo algo diferenciado.

  • Apartamento padrão (ou tipo): é o mais habitual e mais encontrado no mercado imobiliário brasileiro. Sua planta possui divisões internas bem definidas: salas, cozinha, dormitórios, suítes, banheiros. É geralmente classificado pelo número de dormitórios e suítes e usualmente pelo número de vagas que possui.

  • Duplex: o duplex não precisa necessariamente estar na cobertura, basta que o imóvel seja composto por dois andares. Geralmente são imóveis amplos, com pé-direito duplo. Quando possuem três andares, são chamados de ‘triplex’.

  • Cobertura: como o próprio nome sugere, fica no topo, no último andar da construção, muitas vezes dispõe de piscina e churrasqueira e sua metragem é normalmente o dobro da metragem padrão e pode ser dividida em:

  1. Cobertura Duplex: quando ocupa dois andares para formar a unidade. Sua divisão é feita por escada ou elevador privativo.

  2. Penthouse: a penthouse é uma cobertura sem divisão de andares. Sua área útil geralmente ocupa toda uma prumada do edifício.

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Aprofundando o assunto, nesse contexto, entramos nos conceitos: Loft e Studio. No qual dizem respeito ao compêndio imóveis residenciais. Sendo o Loft um termo surgiu para classificar imóveis comerciais modificados para fins residenciais. No mercado de lançamentos, Loft designa apartamentos amplos, com pé-direito duplo e cuja divisão de cômodos inexiste, sendo vista divisões apenas nos banheiros. E Studio um termo comumente confundido com Loft, pois são de fato muito parecidos. Mas a diferença entre os dois tipos é que no Studio, surgem algumas divisões internas, delimitando, por exemplo, um dormitório privativo.

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E um conceito novo na arquitetura sustentável: as coberturas verdes. Elas podem ser usadas para reduzir a velocidade de escoamento e aumentar a absorção da água da chuva, elevar a resistência térmica e a capacitância da cobertura, diminuir o efeito de ilha térmica nas cidades e oferecer um espaço verde para a fauna e as pessoas em uma área que, do contrário, seria impermeável.

Enfim, também se percebe a modernização da arquitetura e a preocupação com o meio ambiente e com as pessoas com mobilidade reduzida. Por esse motivo novos empreendimentos imobiliários estão sendo projetados e vendidos já com os elevadores para coberturas.

OS CAMPOS A SEGUIR ESTÃO LOCALIZADOS NO PAVIMENTO SUPERIOR DA COBERTURA OU DO DUPLEX.

TIPO DE ESCADA ________: Preencher a lacuna com o tipo de escada que dá acesso ao pavimento superior. Os tipos a serem preenchidos são:

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 Reta: Escada que possui um único lance degraus. É possível ainda que haja um patamar intermediário de descanso em uma escada reta, dependendo do desnível que a escada está vencendo.

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 “L”: Escada que possui no mínimo 02 (dois) lances de degraus e um patamar ao centro.  Pode haver um patamar quando existe essa mudança ou essa mudança pode ser gradual, com degraus em leque.

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 Caracol: Escada circular.  Helicoidal: São as escadas que possuem, em geral, um eixo central em torno do qual os degraus estão orientados. De acordo com o Código de Edificações de Porto Alegre, os degraus devem obedecer alguns requisitos, entre eles: ser balanceados quando o lanço da escada for curvo (escada em leque).

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 Escada em “U”: Essa escada também é da mesma família das escadas em linha reta, e é dos modelos mais confortáveis. É quando a escada possui um patamar intermediário e ao chegar nesse patamar há uma mudança de direção para o sentido oposto. É importante lembrar que esse patamar não deve estar sempre exatamente no meio da escada para configurar uma escada em “U”, ele pode estar nos primeiros ou últimos degraus, dependendo da situação.

ELEV. P/ SUPER.: Elevador condominial que atende o pavimento superior.

ACESSO INDEPEND.: Acesso externo para a o pavimento superior, independente do acesso ao pavimento inferior do imóvel. Elevador ou escadas.

MONTA-CARGAS: Equipamento de uso privativo, com acionamento eletromecânico ou constituído essencialmente por roldanas verticais e guincho, acionado manualmente, destinado a transportar verticalmente pequenos volumes ou mercadorias entre dois ou mais andares de uma mesma unidade.

LIVING __AMB.: Sala destinada ao convívio social no imóvel. Caracteriza-se por ser uma peça ampla que possui um ou mais ambientes integrados. OBS: Indicar no espaço tracejado o número de ambientes, determinados pela distribuição “visual”, que são possíveis de se fazer nesta peça.

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LAREIRA _____: Equipamento pré-fabricado em metal ou concreto ou construído em alvenaria especial, integrado com a construção do imóvel, que serve para aquecer o ambiente. OBS: Indicar no espaço tracejado se a alimentação da lareira é a gás ou a lenha. Ou elétrica, ou a etanol.

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BAR: estrutura de madeira ou alvenaria para servir e/ou guardar bebidas. Pode ser fixa ou móvel.

CHURRASQUEIRA: Estrutura de alvenaria própria para assar carnes e etc., construída na parte coberta do pavimento superior. OBS.: Quando a churrasqueira encontrar-se na parte externa (descoberta) do pavimento superior, deve ser informada nos COMENTÁRIOS COMPLEMENTARES sem marcar este campo.

AR COND. CENTRAL: Equipamento de ar condicionado instalado para atendimento específico do pavimento superior, podendo ser Central ou Split.

SPLIT: A marcação deste campo indica a existência de equipamento de ar condicionado caracterizado por ter o condensador na parte externa e o dispersor no ambiente a ser climatizado. Não existem dutos neste sistema por isso é facilmente aos ambientes.

AR DE PAREDE: Equipamento existente que permanecerá instalado.

VENTILADOR DE TETO E/OU PAREDE: Equipamento existente que permanecerá instalado.

ESPERA: Indica a existência de estrutura física adequada para a instalação de equipamento de ar condicionado. OBS.: Ao marcar este item deve marcar obrigatoriamente o campo “ar cond. central” ou “ar de parede” conforme o tipo de espera existente. Ex.: Espera para aparelho de ar condicionado centra. Marcado o campo “ar cond. central” juntamente com o campo “espera”.

COZINHA: Local equipado com balcão e pia para lavar loucas. Ou cozinha estilo americana ou copa-cozinha. Informar se a cozinha fica montada.

WC SOCIAL: “Water Closed” ambiente destinado ao asseio corporal e às necessidades fisiológicas. Deve possuir no mínimo vaso sanitário, chuveiro e uma pia.

HOME THEATER: Também conhecido como “HOME CINEMA” ou CINEMA EM CASA. Consiste em uma pequena sala usando sofisticados aparelhos eletrônicos.

GABINETE: Compartimento destinado a leitura e/ou trabalhos intelectuais. É o escritório da família. Ou Web space.

DORMITÓRIO: Quarto ou aposento de dormir. OBS.: Quando for adaptação (não consta no projeto original) informar nos COMENTÁRIOS COMPLEMENTARES.

SUÍTE: Banheiro privativo integrado ao dormitório.

MEZANINO: Piso intermediário entre o piso e o teto de uma dependência ou pavimento de uma edificação. Quando for duplex com mezanino caracteriza-se um Loft. E Studio dependendo da metragem e se com mais de uma divisória entre os ambientes. Ir para os compêndios imóveis residenciais.

DORM. EMPREGADA: Quarto de dormir localizado junto à área de serviço, sem abertura para a área social ou íntima do apartamento. Deve ter espaço suficiente para, no mínimo, acomodar uma cama e um roupeiro. OBS.: Se for revertido para a área social ou intima, deve ser marcado o campo relativo a sua nova destinação e não o campo dormitório de empregada. Ex.: Dormitório de empregada transformado em gabinete. Marcar o campo “gabinete” informando nos COMENTÁRIOS COMPLEMENTARES que originalmente era dormitório de empregada. A possibilidade de reversão também deve ser informada nos COMENTÁRIOS COMPLEMENTARES.

WC AUXILIAR: Pequena peça provida de vaso sanitário, lavatório e espaço para banho, localizada na área de serviço.

ÁREA DE SERVIÇO: Área independente, provida de instalações hidráulica e elétrica, destinada principalmente à lavagem e secagem de roupas. OBS.: Se a área de serviço for contígua a cozinha, informar nos COMENTÁRIOS COMPLEMENTARES.

LAVANDERIA: outro destaque é o tratamento de águas cinza, no qual a água utilizada na máquina de lavar é tratada e reutilizada para regar o jardim vertical.

FITNESS: Espaço reservado às atividades físicas, equipado com piso apropriado e aparelho climatizador.

SAUNA: Ambiente de uso privativo da unidade, equipado para a prática de sauna. OBS.: Informar nos COMENTÁRIOS COMPLEMENTARES, se seca, a vapor ou ambas. Informar também se não houver os equipamentos.

PISCINA: Tanque para lazer aquático construído em concreto, vinil ou fibra de vidro. OBS.: Anotar nos COMENTÁRIOS COMPLEMENTARES, o número de piscinas existentes e se há raia apropriada para prática de natação.

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JACUZZI

BANHEIRA DE HIDROMASSAGEM: ou jacuzzi ou ofurô. Ofurô: banheira em japonês. São usados para banhos de banheira de madeira, mais curta e mais profunda que a banheira ocidental, para que a pessoa usufrua dos benefícios da água quente (com temperatura entre 36 e 40ºC), não deitada, mas sentada em posição fetal e com a coluna totalmente submersa. O tamanho do “tonel” deve ser ergonômico, ou seja, ser capaz de comportar o corpo que será imerso nele. Jacuzzi: banheira de hidromassagem com formatos diferentes e diferentes tamanhos para até seis pessoas com intuito de SPA ou lazer.

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ESPERA: Espaço, com instalações elétricas e hidráulicas apropriadas, reservado para a colocação da piscina. OBS.: Este campo deve ser marcado simultaneamente com o campo “piscina”.

TÉRMICA: Quando a piscina tiver equipamento de aquecimento da água. OBS.: Este campo deve ser marcado simultaneamente com o campo “piscina”.

JARDIM: Espaço amplo e rasteiro, com terra própria para o cultivo de plantas ornamentais.

TELHADO VERDE: existem dois tipos básicos de coberturas verdes: as mais simples e resistentes ou as que requerem mais cuidados, como sistemas de irrigação (contudo suportam espécies de maior porte)

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TERRAÇO ____M2: Área descoberta situada no ultimo pavimento da unidade e do edifício. OBS.: Indicar na lacuna área do terraço em metros quadrados.

FORMATO DO TERRAÇO : Forma física do terraço conforme convenção a seguir:

 Q: Para terraços quadrados localizados a frente ou aos fundos do pavimento;

 R: Para terraços retangulares localizados a frente ou aos fundos do pavimento;

 L: Para terraços com uma parte a frente ou aos fundos e um prolongamento ao lado da área construída;

 U: Para terraços com uma parte a frente ou aos fundos e prolongamento pela duas laterais da área construída. Anotar a letra correspondente ao formato do terraço na quadricula que antecede o item terraço.

 C: Para quando o terraço for coletivo.  Informar nos COMENTÁRIOS COMPLEMENTARES OU INFRAESTRUTURA.

ESQUADRIAS DO IMÓVEL: Elementos destinados a guarnecer vãos de passagem, ventilação e iluminação. Informar o tipo de material predominante e/ou acabamento empregado nas ESQUADRIAS INTERNAS do imóvel. O tipo de esquadrias internas será informado conforme a convenção a seguir:

 MADEIRA NATURAL: Caracteriza-se por mostrar a beleza natural da madeira, podendo estar protegida por aplicação de produtos transparentes como verniz, esmalte ou resinas. Informar nos COMENTÁRIOS COMPLEMENTARES se a madeira for nobre, por exemplo, Ipê.

 MADEIRA PINTADA: Não apresenta a coloração e os veios naturais da madeira em função de pintura com pigmentação compacta (esmalte sintético, tinta a óleo).

 ALUMÍNIO: Metal leve, maleável, tenaz e inalterável ao ar. Possui boa resistência mecânica e fácil conservação. Possibilita acabamento em cores variadas através de pintura eletrostática que lha dá maior durabilidade.

 PVC: Policloreto de vinila. Resina vinílica termoplástica, atóxica, resistente, e de excelente isolamento térmico e acústico, usualmente produzida nas cores branca, marrom e azul.

 FERRO: Metal pesado, maleável e dúctil (pode ser estirado, distendido ou deformado plasticamente sem se romper). Permanece inalterado no ar seco, mas oxida-se facilmente no ar úmido, formando ferrugem.

 Conclusão:

A evolução desse compêndio permite que ideias paradigmáticas de gestão saiam da zona de conforto, porque o gestor ou o corretor devem aprender cada vez mais para acompanhar o modismo e as tendências de mercado imobiliário. Por exemplo, a acessibilidade e a sustentabilidade. Uma sugestão, também, é a inclusão de figuras ilustrativas. Incluir junto à explicação uma figura para exaltar o que se descreve.

A aplicação de elevadores em coberturas de edifícios é relativamente nova.  O desejo e a necessidade sempre existiram, entretanto, o preço é causa principal das construtoras não aplicarem tal equipamento para fazerem o percurso até o último andar/cobertura.  Já existem os elevadores de passageiros residenciais (para casas e apartamentos duplex, triplex ou especiais) para pessoas com mobilidade reduzida ou simplesmente para pessoas que desejam vencer pequenas escadas. Por este motivo, novos empreendimentos imobiliários estão sendo projetados e vendidos já com os elevadores para coberturas, uma vez que esses equipamentos atendem perfeitamente às necessidades dos clientes.

A preocupação com as questões ambientais vem ocupando um lugar privilegiado em todas as atividades humanas, e como consequência, muitas disciplinas incluíram o meio ambiente natural como objeto de análise. É necessário, também, abrir um espaço para essa nova visão de imóveis sustentáveis.

Fontes: http://www.vivareal.com.br/gurudocorretor/entenda-quais-diferencas-entre-os-tipos-de-imoveis-verticais/

http://revista.penseimoveis.com.br/noticia/2011/06/arquitetas-explicam-a-diferenca-entre-banheira-e-ofuro-e-dao-sugestoes-de-como-escolher-o-que-e-ideal-para-sua-casa-3370617.html

https://arquiteturaesustentabilidade.wordpress.com/2012/10/01/telhado-verde-tipos-e-implementacao/

https://karinabarcelos19.wordpress.com/marketing/

http://karlacunha.com.br/dica-sustentavel-03-deixe-seu-telhado-verde/

http://www.gw3mn.com.br/site/index.php/revista-em-foco-n-23/152-elevadores-de-cobertura-luxo-ou-necessidade

http://lproweb.procempa.com.br/pmpa/prefpoa/smov/usu_doc/codigo.pdf

https://deborabonetto.wordpress.com/2012/01/30/telhados-coberturas-verdes/

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