Percepção

A percepção é um dos campos mais antigos da pesquisa psicológica e existem muitas teorias quantitativas e qualitativas sobre os processos fisiológicos e cognitivos envolvidos.

            Na psicologia, o estudo da percepção é de extrema importância porque o comportamento das pessoas é baseado na interpretação que fazem da realidade e não na realidade em si. Por este motivo, a percepção do mundo é diferente para cada um de nós, cada pessoa percebe um objeto ou uma situação de acordo com os aspectos que têm especial importância para si própria.

            As pessoas criam um modelo mental de como o mundo funciona (paradigma). À medida que adquirimos novas informações, nossa percepção se altera. Diversos experimentos com percepção visual demonstram que é possível notar a mudança na percepção ao adquirir novas informações. As ilusões de óptica e alguns jogos, como o dos sete erros se baseiam nesse fato. Algumas imagens ambíguas são exemplares ao permitir ver objetos diferentes de acordo com a interpretação que se faz.

            As percepções são normais se realmente correspondem àquilo que o observando vê, ouve e sente. Contudo, podem ser deficientes, se houver ilusões dos sentidos ou mesmo alucinações.

            Um ótimo exemplo está na natureza algumas borboletas que apresentam desenhos que se assemelham a olhos de pássaros, que assustam os predadores potenciais.

Borboleta Olhos de Coruja

            Fatores externos

  • intensidade: a nossa atenção é particularmente despertada por estímulos que se apresentam com grande intensidade e, é por isso, que as sirenes das ambulâncias possuem um som insistente e alto;

  • o contraste: a atenção será muito mais despertada quanto mais contraste existir entre os estímulos, tal como acontece com os sinais de trânsito pintados em cores vivas e contrastantes;

  • o movimento: constitui um elemento principal no despertar da atenção, por exemplo, as crianças e os gatos reagem mais facilmente a brinquedos que se movem do que estando parados;

  • e a incongruência: prestamos muito mais atenção às coisas absurdas e bizarras do que ao que é normal, por exemplo, na praia num dia verão prestamos mais atenção a uma pessoa que apanhe sol usando um cachecol do que a uma pessoa usando um traje de banho normal.

             Fatores internos

  • motivação: prestamos muito mais atenção a tudo que nos motiva e nos dá prazer do que às coisas que não nos interessam;

a experiência anterior: a força do hábito faz com que prestemos mais atenção ao que já conhecemos e entendemos;

  • e o fenomeno social: explica que a nossa natureza social faz com que pessoas de contextos sociais diferentes não prestem igual atenção aos mesmos objetos, por exemplo, os livros e os filmes a que se dá mais importância em Portugal não despertam a mesma atenção no Japão.

             Enfim, na percepção das formas, as teorias da percepção reconhecem quatro princípios básicos que a influenciam:

  • tendemos a organizar elementos que se encontram próximos uns dos outros ou que sejam semelhantes;

  • percebemos mais facilmente as figuras bem definidas e salientes que se inscrevem em fundos indefinidos e mal contornados;

  • qualidade que determina a facilidade com que percebemos figuras bem formadas. Percebemos mais facilmente as formas simples, regulares, simétricas e equilibradas;

    Contudo, no entando e entretanto: os seres humanos possuem uma resistência acentuada à mudança.

Karina Barcelos

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