Tomada de Decisão: estágio profissional e estudo de idioma no exterior.

Resumo: sem dúvida, as pessoas, dentro das organizações, tomam decisões. Desde o nível operacional até o estratégico tomam decisões que afetam seu trabalho e a organização. Portanto, em todas as organizações as pessoas se envolvem regularmente com o processo de tomada de decisão, ou seja, escolhem entre duas ou mais alternativas. Existem as decisões tomadas por consentimento, por obrigação, por bom senso, ou seja, pós e contras.

Palavra chave: decisão individual, decisão em grupo, criatividade, intuição e alternativas.


1. Introdução
As pessoas, independente do ambiente, tomam decisões e se envolvem regularmente com isso. A aluna, do terceiro semestre de Marketing da Fatec-Senacrs que reside em Porto Alegre, decide estudar e obter experiência no exterior. Contudo, há fatores influentes, há alternativas, há pós e contras e há pesados. Então, como ela deveria tomar essa decisão de viajar ao exterior para estudar e trabalhar?
Mediante a isso, como as decisões dela realmente são tomadas? Há relação com as tomadas de decisão nas organizações? São eficazes? Como aperfeiçoá-las?


2. Estágio profissional e estudo de idioma no exterior
Com o processo racional de tomada de decisão a aluna aperfeiçoará os resultados para verificar como a decisão de estudar e obter experiência no exterior deve ser tomado, para simples compreensão da expressão, haverá uma redução para “viajem”.
A aluna, otimizada, é racional, ou seja, ela faz escolhas consistentes, com maximação de valor, dentro de certos limites.
A aluna acredita que o primeiro problema é identificar qual é o problema. Portanto, identificou os critérios de decisão da viajem: recursos monetários, documentos necessários, o lugar de destino, conhecimento e habilidade de exercer a língua local. Os valores, num mercado competitivo são: destacar-se pelos seus dons, seus talentos e buscar o reconhecimento. Há interesse em lucro material, melhor remuneração e há ajuda de um familiar e de amigos para a adaptação.
A preferência é Londres para o destino, entretanto, priorizar as vantagens, o aproveitamento, e o benefício que serão adquiridos durante a experiência.
Identificado os critérios de decisão, dar-lhes a correta prioridade: planejamento (possuidora do módulo básico um de inglês), recursos monetários (passagem, estadia, etc.), contatar uma agência de viajem para decidir o local (EF, STB e Egali), providenciar os documentos necessários (passaporte, cartas de recomendação, atestado de saúde, guia turístico, etc.) e a concretização.
Pesar dos critérios identificados no:
a)    Planejamento: aumentar o poder de comunicação em inglês, na língua estrangeira;
b)    Recursos monetários: se houver baixo investimento;
c)    Agência de viagens: técnica de negociação;
d)    Documentação: adquirir todas as cartas de recomendação possíveis;
e)    Concretização: responsabilidade, disciplina, humanidade, integridade, criatividade disciplina e sabedoria, ou seja, ser um líder.
Outros locais de destino: Brighton, Oxford, Bournemouth, Manchester, Malta, Nova York, Los Angeles, Seattle, Melbourne, Auckland e Cidade do Cabo.
O EF estágio profissional e estudo de idioma com destino para Londres ou Nice se encaixam nos objetivos da aluna. Contudo analisado outros destinos na qual os critérios foram:
a)    Londres – Inglaterra: ano acadêmico com estágio na área de marketing; nove meses equivalente a $11.950 e seis meses $8.950;
b)    Auckland – Nova Zelândia: nove meses equivalente à $10.990 e seis $8.250, translado $55, contudo o inglês para trabalho e mídia.
c)    Melbourne – Austrália: nove meses $10.990 e seis $8.250, estudo em questões ambientais globais, poesias, escrita criativa, inglês para reuniões. Translado $80.
d)    África do Sul – Cidade de Cabo: Mídia em inglês, marketing, inglês para indústria de viagens. Translado $70.
e)    Seattle – USA: seis meses $7.490 e nove por $9.990, translado $75, serviço de colocação em universidades, questões ambientais, inglês para escritório, gírias e idiomas. Quartos duplos já no preço do curso, três refeições de segunda a sexta-feira.
f)    San Francisco – USA: seis meses $9.390 e nove meses $12.450 na qual é muito cara. Translado $85 e há música, negociação em inglês, quarto estudantil, banheiros semi-privados e três refeições de segunda a sexta-feira.
g)    Santa Barbara – USA: seis meses $8250 e nove $10.950, translado $85. Aprende-se cultura americana, inglês para negócio, oratória, drama, cinema e romance americano.
h)    Los Angeles – Califórnia: seis meses $8.750 e nove $11.650 translado $85. Há viagens alternativas para a Disney, aprende-se sobre o homem e o meio ambiente, inglês para indústria de viagens.
i)    Malta – Inglaterra: nove meses $8.990, seis $6.790, translado $35. Aprende-se negociação em inglês, inglês para escritório e vocabulário gramatical;
Contudo, a preferência é Inglaterra, Seattle e África do Sul.


3. Modelo Racional
Contudo, o tomador de decisões é racional. Segundo Robbins, há seis passos que compõem o modelo racional:

3.1. Definir o Problema
Se durante o calculo de suas despesas mensais você descobrir que gasta cinqüenta dólares a mais do que o previsto no orçamento, terá definido um problema. Para descobrir o problema há de obterem-se informações completas sobre a situação da decisão. Preparar e organizar bem a ação, ou seja, estudar pesquisar e analisar as variáveis para se tomar as decisões. Pois o primeiro problema é descobrir qual é o problema;

3.2. Identificar os critérios de decisão
É preciso identificar o que é relevante para a tomada de decisão, ou seja, os valores de cada um, o que é importante para uma pessoa pode não parecer para outra.

3.3. Pesar os critérios identificados
Dar-lhes a correta prioridade.

3.4. Desenvolvendo alternativas
Quais as possíveis soluções alternativas. Elas são apenas listadas, sem nenhuma tentativa de avaliá-los.

3.5. Classificar as alternativas segundo os critérios estabelecidos
Pontos fracos e fortes.

3.6. Escolha a melhor decisão
Avaliem-se cada alternativa de acordo com os critérios estabelecidos e seleciona-se o que apresentar a melhor pontuação.


4. Criatividade
Segundo Ferreira, criatividade é a capacidade criadora, em gênio e inventividade. Ou seja, possuidor da imaginação criativa.
Ênfase na capacidade de gerar idéias novas e aplicáveis. Ou seja, novas soluções para problemas diferentes. O tomador de decisões não pode ser paradigmático. E para que esse potencial criativo se manifeste é preciso sair do padrão psicológico imposto pela criação, pela família, etc.
Segundo Robbins, o potencial de criatividade é maximizado quando se tem as capacidades, os conhecimentos e o domínio dos assuntos relativos a seu campo de atuação. Algumas características e uma pessoa criativa: inteligência, independência, autoconfiança, propensão para correr riscos, centro de controle interno, tolerância à ambigüidade e perseverança diante da frustração e etc.
Indivíduos criativos geralmente adoram o que fazem, pois quando gostam do que fazem, não trabalham e sim se divertem.


5. Como as decisões são de fato tomadas nas organizações?
•    Modelo de racionalidade;
•    Problemas;
•    Critérios relevantes;
•    Criatividade;
•    Alternativas viáveis;
•    Avaliação detalhada;

5.1. Escolher a ótima alternativa?
Se a resposta for sim quer dizer que os problemas são simples, há poucas alternativas de ação e há pequeno custo.
A maioria das decisões não é tomada de acordo com o modelo racional de acordo com o modelo racional, porque os tomadores de decisão acabam por usar a criatividade de maneira limitada.


6. Limitações da racionalidade
As pessoas se satisfazem, ou seja, buscam soluções suficientes e satisfatórias. Por exemplo, para construir esse trabalho a estudante, no início, visava construir um modelo simplificado que extraísse resumidamente as idéias principais, sem capturar a sua complexibilidade. As minhas melhores soluções, as mais fáceis de encontrar e as mais óbvias: resumo do capítulo do referencial teórico, resumo com alguma crítica, resumo com crítica e opinião e por fim, resumo com crítica, opinião e exemplos.
O próximo passo seria revisar o conteúdo, contudo não será completa, pois nem todas as alternativas serão avaliadas com a devida atenção. Dessa forma começando com alternativas que pouco difiro das convencionais. Ou seja, um trabalho comum, com características básicas para ser apenas “suficiente bom”. E então o trabalho será terminado. Assim, satisfatório e não ideal.
Impressionante, o quanto e como as decisões de fato tomadas nas organizações relacionam-se com o processo de negociação, por exemplo, a primeira e melhor alternativa, status quo e identificação do Maana.


7. Intuição
Relacionar-se, na maioria das vezes, o poder intuitivo com a mulher, por fazer parte da cultura e de comprovação científica. Contudo, comparo com o poder de intuição com a astrologia do signo de Áries. Esse em suas características e qualidades essenciais a intuição.
A tomada de decisão intuitiva é um processo inconsciente gerado pelas experiências vividas. Não ocorre necessariamente, como alternativa ao método racional; na verdade, eles são complementares.
Enfim, o tomador de decisões intuitivo é capaz de decidir com rapidez fundamentando-se no que parece ser um volume muito limitado de informações.


8. Como os tomadores de decisões identificam e selecionam os problemas?

Os que chamam mais atenção   ou Os que chamam menos atenção
Visíveis para si ou Mais importantes para si
Visíveis para a organização ou Mais importantes para a organização
O desejo é de aparentarem o ‘dono da situação’.


9. Desenvolvendo alternativas
O desenvolvimento de alternativas criativas é o ideal, mas somente será adotada, se por meio da busca simples, nenhuma solução satisfatória for encontrada. Na maioria das vezes, os tomadores de decisões evitam a difícil tarefa de considerar todos os fatores importantes e calcular o valor de cada opção.


10. Fazendo escolhas

10.1. A heurística da disponibilidade
Os executivos, durante as avaliações anuais costumam a dar mais peso aos comportamentos mais recentes dos funcionários do que àqueles demonstrados seis ou novo meses atrás. Por isso essa condiz como as decisões e informações recentes e influenciam nas tomadas de decisões atuais.

10.2. A heurística da representatividade
Avaliação da chance de um acontecimento tentando ajustá-lo a uma categoria preexistente.

10.3. A escala do comprometimento
Consiste no apego a uma decisão anterior. As pessoas multiplicam seus esforços a fim de recuperar o prejuízo para demonstrar que sua decisão inicial não estava errada e para não ter que admitir que cometessem um erro. Então, o administrador eficaz é aquele que sabe diferenciar as situações nas quais a persistência gera bons ou maus resultados.


11. As diferenças individuais
Nós agregamos nossa personalidade e outras diferenças individuais às decisões que tomamos. O modelo de estilo decisório identifica quatro abordagens.

11.1. Modo de pensar
Lógicas e racionais;
Processam informações sistematicamente;    Intuitivas;

Criativas;
Estrutura informações;

Processa muitos pensamentos ao mesmo tempo.
A estudante inclui-se no tipo analítico, pois exibe tolerância muito maior à ambigüidade, característica que a leva a buscar mais informações e a considerar um número maior de opções. Ela poderia ser descrita como uma tomadora de decisões cuidadosa e com capacidade de adaptar-se a ou de enfrentar novas situações. Apesar de poder haver algumas características do estilo conceitual.

11.2. Moral
A existência de três níveis de desenvolvimento moral, cada um compreendendo dois estágios. Assim, a estudante, seguramente, inclui-se:
Pré-convencional    Cumprimento das regras apenas quando for interesse imediato;
Convencional        Manutenção da ordem convencional, mediante o cumprimento das obrigações com as quais se comprometeu.
De princípios    Respeito aos direitos dos outros, defesa de valores e direitos absolutos independentemente da opinião da maioria.


12. Limitações organizacionais
A própria organização apresenta limitações para as decisões. Os administradores, por exemplo, para tomar suas decisões, levam em conta o sistema de avaliação de desempenho e de recompensas da empresa, com vistas a entender às normas formais e a adequar-se aos limites de tempo impostos pela organização. Decisões tomadas anteriormente funcionam como limites pata as novas escolhas.


13. As diferenças culturais
Nós precisamos reconhecer que a história cultural do tomador de decisões exerce influências significativas nos problemas que seleciona. Na profundidade da análise, na importância que atribui à lógica e à racionalidade ou na maneira como, para ele, as decisões organizacionais devem ser tomadas, se autocraticamente, por um executivo ou, se coletivamente, em grupo.


14. A ética no processo decisório
Um indivíduo pode utilizar três critérios diferentes para fazer uma escolha de utilitaristas, no qual as decisões são tomadas apenas em função dos resultados ou das conseqüências. O segundo critério ético tem seu foco nos direitos. Ele leva os indivíduos a tomar decisões coerentes com os direitos às liberdades fundamentais dos cidadões, de acordo com o que prescrevem documentos. O terceiro critério é o da justiça, de acordo com o qual os indivíduos devem estabelecer e apoiar regras justas e imparciais, de maneira que exista uma distribuição equitativa de custos e benefícios. Entretanto, esses não podem ser mais os únicos critérios a subsidiar a tomada de boas decisões.


15. Tomada de decisão em grupo
Sem comparar os aspectos da tomada de decisão em grupo com a individual, mas já comparando, a melhor decisão depende, de modo geral, de uma avaliação de eficiência e eficácia. Em termos de eficácia, os grupos são melhores porque geram mais alternativas, são mais criativos mais cuidadosos e chegam à decisão com qualidade mais elevada. Mas os indivíduos são mais eficientes que os grupos. A eficiência dos grupos pode ser comprometida porque consomem mais tempo e recursos para tomar as decisões.


16. Pensamento grupal e mudança de posição grupal
O indivíduo membro do grupo sofre pressão do grupo, por exemplo, o grupo exerce pressão direta sobre aqueles indivíduos que momentaneamente expressa, dúvidas a respeito de qualquer visão compartilhada pelo grupo. Isso ocorre quando os membros do grupo estão preocupados em conseguir a unanimidade.
E as discussões do grupo tende a exarcebar as posições iniciais. Contudo, elas estabelecem familiaridade entre os membros do grupo. Na medida em que se sentem mais confortáveis uns com os outros, eles tendem a se mostrar mais arrojados e ousados. Assim, as decisões em grupo isentam os membros, individualmente, da responsabilidade pela escolha final, porque se a solução encontrada fracassar, ninguém será pessoalmente responsabilizado.
Enfim, esses grupos promovem a autocensura e pressionam os membros à conformidade de opinião. Assim, selecionando outras e melhores técnicas.


17. Conclusão
Aprende-se com as tomadas de decisões anteriores, mas sem que essas barrem a mente criativa. A todo o momento tomamos decisões, por isso, se repente já há uma estratégia individual e grupal para que haja sucesso nelas.


18. Bibliografia
ROBBINS, Stephen Paul, Fundamentos do comportamento organizacional; tradução técnica Reynaldo Marcondes. São Paulo: Prentice Hall, 2004.
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda, 1910-1989; Minidicionário da língua portuguesa, 3ª edição, Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993.

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