Marketing Ambiental

Marketing Ambiental

 

O marketing holístico, segundo Kotler e Keller (2006), incorpora o marketing socialmente responsável e a compreensão de preocupações mais abrangentes, assim como os contextos ético, ambiental, legal e social das atividades e dos programas de marketing. O termo marketing ambiental, surgiu na década de setenta e pesquisas indicam que foi durante a realização de um workshop da AMA (American Marketing Association) que o termo surgiu, com a intenção de discutir o impacto do marketing sobre o meio ambiente. E Zenone (2006, p. 159) acrescenta:

 

O marketing ambiental é de interesse não só de entidades ambientalistas, algumas com atuação em âmbito mundial ao defender o equilíbrio ecológico ao social, mas também de empresas que começam a apoiar e desenvolver atividades que procuram minimizar ou eliminar causas de degradação social e ecológica e, com isso, melhorar a qualidade de vida das pessoas. É evidente que a preocupação das empresas não é apenas em relação ao planeta, mas predominantemente com a imagem institucional.

 

É possível crer que marketing ambiental ou marketing verde é uma ferramenta estratégica. Mas e o que é estratégia? Estudou-se que é a determinação de possíveis ações (práticas) para atingir um ou mais objetivos. Façam-se as seguintes questões para a melhor compreensão da implementação de estratégia: como chegar até o objetivo? Como, supostamente, enganar o concorrente para chegar até o objetivo? Dessa forma, traçam-se metas cada vez mais rígidas e propaga-se a nova visão de mercado: diferenciação, produtos e serviços ecologicamente corretos.

 

Certo empresário disse que o papel do marketing é “fornecer um padrão de vida mais alto”. Eis uma definição social que atende ao nosso objetivo: marketing é um processo social pelo qual indivíduos e grupos obtêm o que necessitam e desejam por meio da criação, da oferta e da livre troca de produtos e serviços de valor com outros (Kotler e Keller, 2006, p.4).

 

Segundo Dias (2007), a preocupação com as questões ambientais vem ocupando um lugar privilegiado em todas as atividades humanas, e como conseqüência muitas disciplinas incluíram o meio ambiente natural como objeto de análise.

Hoje em dia, por exemplo, é visível, nas grandes redes multinacionais, o modismo da inclusão de bolsas de material reutilizável com a idéia de diminuir o uso excessivo de sacolas plásticas. No entanto, nota-se que as bolsas são concorrentes desfavorecidas no comércio brasileiro, tendo em vista que suas adversárias não têm custo para o consumidor final. Assim, como eles são sensíveis a preço, logo, enquanto os supermercados continuarem a fornecer sacolas plásticas grátis não há incentivo ao consumo de bolsas com responsabilidade ambiental.

A partir desta idéia que de acordo com Dias (2007, p. 72), surgem às seguintes denominações:

 

Nesse contexto é que surge uma vertente do marketing que trata da relação consumo – meio ambiente e está envolvida com as necessidades recentes do cliente cidadão, consciente da importância da preservação da natureza, à qual foram atribuídas várias denominações: marketing ecológico, marketing verde, marketing ambiental, ecomarketing e marketing sustentável, sendo que todas elas têm como preocupação fundamental as implicações mercadológicas dos produtos que atendem às especificações da legislação ambiental e que contemplam as expectativas de uma boa parcela de consumidores, no que diz respeito aos produtos e a seus processos não serem agressivos ao meio ambiente.

 

Os termos podem ser utilizados em situações bem distintas, contudo quando se fala em marketing ambiental há quatro visões: a partir dos consumidores, das empresas privadas, das empresas públicas e das ONGs. Na qual o marketing ambiental inclui não só as ações institucionais desenvolvidas pelas empresas com fins lucrativos, como também em relação às questões ambientais.

O marketing ambiental pode ser uma das soluções para um dos graves problemas mundiais: os maus hábitos de consumo, pois ele atua diretamente no mercado e influencia as pessoas que não podem ser tão inconseqüentes ao consumir vendo que o Planeta Terra não dispõe de mais matéria-prima de forma abundante. O trabalho de marketing será transformar necessidades ambientais em oportunidades rentáveis.

Em seguida, analisa-se o composto de marketing, a capacidade da extração de matérias-primas relacionadas aos produtos, os custos de energia e o tratamento das questões de poluição e preservação ambiental. E por fim, explica Zenone (2006, p. 160):

 

O termo marketing ambiental não se refere apenas às questões ecológicas, mas deve-se incluir as questões comunitárias, políticas, religiosas, culturais, entre outras. Essas questões estão todas interligadas e contribuem para formar um meio ambiente “saudável”.

Fonte: Trabalho de Conclusão de Curso: Marketing Ambiental. Autora: Karina Barcelos. Faculdade de Tecnologia SENAC/RS 2009/1. Página 19. Acesse o Sumário aqui.

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