ESTRATÉGIA – Ruído na linha entre empresa e consumidor

    Há confusão na comunicação das atitudes verdes das marcas para o público.

Como você sabe se um produto ou uma empresa tem, de fato, uma atitude correta com o planeta e a sociedade? Pode ser por meio da propaganda ou do boca a boca. Mas essas fontes são confiáveis? Comprar um produto que parece se preocupar com o futuro é uma coisa. Outra é esse mesmo produto fazer algo prático pelas próximas gerações. Entre essas duas ações, há um abismo que precisa ser superado.

 

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Adolescentes que não sabem o que querem da vida, para onde ir e o que fazer. É assim que especialistas justificam os resultados de uma pesquisa realizada pela revista NewScientist (confira abaixo). A falta de maturidade na relação com o tema seria uma das responsáveis pela diferença entre o que o consumidor pensa de uma determinada marca e o que ela faz de concreto pelo planeta.

 

Foram ouvidos mais de 30 mil americanos, em 2008. Questionados sobre o que imaginavam das ações verdes de 115 empresas, eles erraram na maioria das respostas. Colocaram a Apple no topo do ranking, enquanto ela está em 11º e arrastaram a Coca-Cola para o fim da lista, embora ela seja uma das melhores colocadas na sua categoria.

 

Luciana Betiol, coordenadora do programa Consumo Sustentável da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, garante que a falha nas informações pode ser responsável por essa percepção errada. Publicitário por 40 anos e hoje consultor de comunicação em sustentabilidade, Percival Caropreso vai além: 

– A sociedade é infanto-juvenil quando fala em sustentabilidade. Faz pouco e usa muito da publicidade. Ou o contrário.

 

Os dois concordam quando o assunto é futuro. Para eles, a idade adulta chegará quando empresas e consumidores entenderem a sustentabilidade como exigência básica de um produto. Só assim, o sonho de consumir e proteger poderá ser real.

 

O QUE FAZER PARA COMUNICAR BEM:

ü   Adotar sistemas de certificação de empresas independentes. É o olhar de fora sobre a marca que garante a imparcialidade da avaliação.

ü   Equilibrar investimentos entre práticas sustentáveis e a comunicação sobre elas.

ü   Considerar a sustentabilidade como requisito básico, assim como é a qualidade do produto ou o atendimento ao cliente.

ü   Evitar a falta de informação qualificada sobre a empresa. A circulação de notícias falsas na web influencia negativamente.

ü   Lembrar que a publicidade não é a única fonte de informação.

Para verificar algumas distorções de comunicação acesse: Percepção do consumidor Vs Impacto Ambiental Real;

Fonte: Caderno Nosso Mundo Sustentável. Zero Hora, 15 de Março de 2010, página 5.

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