Por que chove tanto?

Uma rara combinação de fatores atmosféricos é a causa do dilúvio que há mais de 40 dias castiga o Sul e o Sudeste do Brasil. Uma das razões do dilúvio está no lixo jogado nas ruas.

Veja.com

 

Por que chove sem parar? Só em São Paulo, a conjunção de fatores provocou o maior índice pluviométrico em 63 anos.  

1. O Fator El Niño. O fenômeno elevou a temperatura do Oceano em 2 graus, o que facilita o deslocamento de ar úmido para o sul e o sudeste brasileiros. O Atlântico, na região do Caribe, também ficou 1 grau mais quente, enviando mais umidade na direção sul.

Os Números do desastre (no estado de São Paulo): Mortos 72; Desabrigados 27500; População afetada 27 milhões (estimativa) e Municípios atingidos 155, dos quais 38 decretaram estado de emergência.

 

2. A rota para o sul. A umidade acumulada sobre a Amazônia, que rotineiramente se desloca em direção ao sul do Brasil, ficou mais intensa, o que aumenta a probabilidade de chuvas fortes.

 

3. Litoral mais abafado. Neste verão, o Oceano Atlântico está 1,5 graus mais quentes no litoral do Sudeste, o que favorece a formação de nuvens e de chuva no continente, sobretudo perto da Serra do Mar.

 

4. Termômetros nas alturas. Em janeiro, a temperatura média em São Paulo foi de 29 graus, contra 27,6 graus na média do mesmo mês nos últimos sessenta anos. O calor persistente ajuda a evaporar a água, o que provoca novas tempestades, num efeito de retroalimentação.

 

5. Inverno chuvoso. Choveu mais no inverno e na primavera paulistanos que o habitual, o que deixou o solo mais úmido que o normal. Essa água extra evaporou, transformando-se em mais chuva.

 

O que significa chover acima da média?

O índice pluviométrico no município de São Paulo em janeiro foi de 480,5 milímetros, quase o dobro da média histórica do mês. Esse índice é medido pela quantidade de chuva que se acumula sobre uma base com 1 metro quadrado. 480,5 milímetros significam um volume de 480,5 litros de água. Ou seja, em um mês a cidade foi encharcada por 720 milhões de litros de água, o equivalente ao consumo de 18 meses.

Desde janeiro de 1947, quando o índice pluviométrico foi de 481,4 milímetros, São Paulo não via tanta chuva.

O inverno excepcionalmente úmido contribuiu para agravar a situação no verão. Em julho de 2009, a chuva atingiu 179,7 milímetros, quatro vezes a média histórica do mês, que é de 42,8 milímetros. Em agosto, foram 102,8 milímetros, quando o previsto eram apenas 39,1 milímetros.

Quando a chuva cai sobre 1 metro quadrado de grama, quase metade da água é absorvida pelo solo. Se o terreno for coberto por concreto ou asfalto, 100% da chuva vai para as galerias subterrâneas e córregos. Como 45% da área de São Paulo é impermeabilizada, fica fácil entender por que há tantos pontos de alagamento na cidade. E como conseqüência da urbanização vem o lixo…

YouTube – FANTÁSTICO: Lixo provoca alagamentos nas ruas de São Paulo (07/02/10)
      

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